Amor próprio, Amor pelo outro
Fevereiro fala-nos muito de amor.
Mas o amor real raramente vive apenas numa data.
O amor vive nas fases da vida.
E essas fases merecem ser lembradas.
Celebrar o amor a dois
Antes de existir gravidez.
Antes de existir bebé.
Antes de existir família.
Existe um casal.
Duas pessoas que escolheram caminhar juntas, com tudo o que isso implica: cumplicidade, mudança, crescimento, adaptação.
Com o tempo, o casal transforma-se.
As rotinas entram.
As prioridades mudam.
E muitas vezes deixamos de parar para olhar verdadeiramente um para o outro.
Uma sessão de casal não é sobre poses bonitas nem sorrisos ensaiados.
É sobre criar um momento de pausa.
Um momento para estarem presentes.
Para se reconhecerem naquela fase da vida.
Para guardarem quem são agora, e não quem acham que deveriam ser.
Porque o casal também merece memória.
Amor não é performance, é ligação
Amor não é performance, é ligação
Muitos casais dizem-me:
“Não somos muito de fotografias.”
Na maioria das vezes, isso não significa que não gostem de se ver juntos.
Significa apenas que nunca tiveram uma experiência pensada para eles.
Sem pressão.
Sem expectativas irreais.
Sem a sensação de “não saber posar”.
O meu trabalho começa antes da fotografia.
Começa em criar um espaço seguro, onde a ligação acontece naturalmente.
Quando isso existe, as imagens deixam de ser forçadas.
Passam a ser verdadeiras.
O amor não vive apenas a dois.
 
Celebrar o amor por ti
O amor não vive apenas a dois.
Existe também o amor por nós próprias, e esse é, muitas vezes, o mais esquecido.
Ser mulher passa por muitas fases:
- antes de ser mãe
- durante a maternidade
- depois dela
- ou fora dela
Ao longo desse caminho, é comum perdermos contacto com o nosso corpo, com o desejo, com a confiança.
As sessões pensadas para a mulher não são vaidade.
São reencontro.
Com quem és agora.
Com o teu corpo neste momento da vida.
Com a tua identidade.
Podem ser feitas para ti.
Ou até para oferecer, como uma forma íntima e significativa de partilha dentro do casal.
o amor cresce e muda de forma.
Quando o amor cresce e se transforma
Em muitos casos, o amor a dois cresce e muda de forma.
A gravidez não é apenas uma fase da mulher.
É uma fase do casal.
É o momento em que duas pessoas começam a tornar-se família.
Fotografar esta transição é celebrar o amor em movimento, no ponto exato em que tudo começa a mudar.
E depois chega o bebé.
E o amor expande-se novamente.
São fases diferentes da mesma história.
Fotografia como memória emocional
A fotografia não é apenas sobre o presente.
É sobre o futuro.
Sobre olhar para trás e reconhecer:
- quem éramos
- como nos sentíamos
- em que fase da vida estávamos
É por isso que acredito tanto em fotografar fases da vida, e não apenas eventos.
Porque as fases passam.
E as memórias bem cuidadas ficam.
Um convite
Celebrar o amor não precisa de uma data específica.
Precisa de intenção.
Seja a dois.
Ou contigo própria.
Se sentes que esta fase da tua vida merece ser lembrada com verdade, estou aqui 🤍
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